Após a derrota de Jorge Messias na sabatina do Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse à oposição que a escolha do novo ministro do STF caberá ao presidente eleito em outubro. O Senado não pautará uma nova indicação de Lula antes das eleições, uma decisão que foi tomada após a rejeição de Messias.
Alcolumbre, que havia se oposto publicamente à indicação de Messias, afirmou que o momento é delicado, dado o contexto eleitoral próximo. A rejeição de Messias ao Supremo foi um marco histórico, já que a última vez que isso ocorreu foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, no início da República.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, afirmou que é razoável que a vaga seja deixada para o próximo presidente da República. No entanto, o Lula está em um empate técnico nas pesquisas com Flávio Bolsonaro, o que aumenta a incerteza sobre a decisão final.
A relação com Lula
Alcolumbre, que já havia demonstrado publicamente preferência por Rodrigo Pacheco, aliado seu no Senado, reclamou da escolha de Messias, que foi feita sem consultar o Congresso. Durante os meses que antecederam a sabatina, o presidente do Senado ficou afastado do governo e pediu votos contra a nomeação.
Membros da oposição acreditam ainda que a decisão do Senado também serve para enviar um recado à Suprema Corte e ao governo Lula, especialmente após a reação negativa do STF ao relatório de Alessandro Vieira sobre a CPI do Crime.
Fonte:www.msn.com/


































